21 July 2007

CERTEZA DA SALVAÇÃO: QUAL A SUA MOTIVAÇÃO EM TÊ-LA?





Você tem certeza da salvação? Você tem certeza de que quando morrer você vai para o céu? Se você morresse e Deus lhe perguntasse: Por que devo deixar você entrar no céu? O que você responderia? Estas são perguntas que por vários momentos estão sobrevoando a nossa mente.

Provavelmente, se fizéssemos uma pesquisa em nossas igrejas de confissão reformada e calvinista sobre a certeza da sua salvação, tenho medo de que muitos não saibam responder por não ter certeza de fato de sua conversão ou por não conhecerem o que a bíblia fala a este respeito.

Meu objetivo neste artigo é mostrar o que vem a ser a certeza da salvação e qual deve ser a motivação certa em buscar esta certeza. Fui motivado, justamente, pela realidade que atormenta muitos crentes que eu conheço e nada sabem dizer sobre este assunto a não ser exprimir as dúvidas e questionamentos sobre esta doutrina. Perguntas do tipo:Será que sou salvo mesmo? Se eu estiver em pecado e morrer na mesma hora, será que vou para o inferno? Eu tomei a decisão e me batizei, mas será que eu vou mesmo para o céu? Bem, vamos tentar responder estas perguntas.

Em primeiro lugar, vamos entender o que é a certeza da salvação. Antes é preciso dizer que a nossa motivação em entender a certeza da salvação não pode ser o medo de ir para o inferno. Isto também não quer dizer que este medo do inferno não esteja relacionado com a segurança que todo crente deve ter na salvação, mas a motivação primária deve permear Cristo e não o inferno. A minha certeza da salvação deve nortear a vida eterna e não a morte. A certeza da salvação deve promover paz e não o medo.

Desta forma, a segurança da salvação nada mais é do que ter plena convicção de que Cristo vive em mim e eu vivo em Cristo. Ter certeza da salvação é ter total convicção na ação de Deus em me dar vida eterna e que agora eu só pertenço a Cristo, eu vivo só para servir a Cristo, eu respiro Cristo, e vivo ou pelo menos tento viver igual a Cristo, eu amo a Cristo de todo o meu coração e com todas as minhas forças. Isto é ter certeza da salvação.

A motivação com que muitos decidiram seguir a Cristo influencia no conceito que estas pessoas vão ter sobre a certeza da salvação. Um exemplo claro disto seria alguém tomar a decisão de aceitar a Cristo motivado apenas pelo medo de ir para o inferno, ou porque quer apenas ir para o céu. Uma pessoa que verdadeiramente aceita Jesus como seu salvador é motivado pelo desejo de amar a Cristo porque ela entendeu que Cristo a amou primeiro dando a sua própria vida por ela.

A certeza da salvação também não pode ser motivada apenas pelo medo de morrer em pecado e em conseqüência disto ir para o inferno. Mas a certeza da salvação deve ser produzida pela convicção de que em Cristo, Deus perdoa os nossos pecados. Devemos ter certeza de que a misericórdia de Deus foi derramada sobre nós e que Deus pela sua infinita e soberana vontade resolveu chamar-nos para participar deste plano de salvação.

Em Lucas 22, a partir do verso 31 Jesus diz a Pedro que Satanás reclamou para ele a sua vida, mas Jesus rogou por Pedro para que a sua fé não se desfalecesse, ou seja, mesmo Satanás tentando tragar a vida de Pedro como um leão que espreita e ataca suas vítimas, Jesus da parte de Deus assegurou a Pedro sua salvação.

Hebreus 11: 1 diz: Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem. Veja que o texto destaca a palavra certeza. Isto significa que quando recebemos a fé em Cristo Jesus, esta fé produz uma certeza única em um Deus que apesar de não vermos, cremos que ele nos justificou e nos assegurou a salvação e agora nos alimentamos na esperança e na convicção de que Ele consumará o seu Reino por completo e que nós fazemos parte deste reino.

1ª João 5: 13 diz: Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus. Veja neste texto que a certeza da salvação não está baseada no fato de que ela é temporária e que eu preciso de tempo em tempo renovar meus créditos para não perdê-la, mas a motivação primária desta certeza é que a salvação é eterna, para sempre, nunca se perde.

O que se tem percebido no coração dos crentes de hoje, é que a sua certeza está baseada em motivações erradas. Normalmente as pessoas relacionam a certeza da salvação com o fato de não ir para o inferno ou por uma falsa certeza de que está salvo.

Infelizmente, a igreja evangélica brasileira foi influenciada por algumas correntes doutrinárias que levaram os cristãos evangélicos a uma crise espiritual e pessoal quanto a ter plena convicção de que estes são salvos em Cristo Jesus. A primeira doutrina é o semi pelagianismo. Eles afirmam que a salvação é pelas obras que você realiza no decorrer de sua vida. Sendo a salvação dependente da ação do homem, a certeza de que ele está salvo não existe a não ser que ele tenha uma revelação especial de que ele faz parte dos que são salvos.

O Semi pelagianismo é uma corrente propagada pela Igreja Católica Romana. Eles negam a certeza da salvação e condenam os protestantes que acreditam nesta doutrina. A Bíblia afirma que a salvação é mediante a fé em Cristo Jesus e não pelas obras, alias, principio este enfatizado na reforma protestante contra o imperialismo pagão e opressor da Igreja Católica Romana (Romanos 1: 17). Quem implanta a fé da salvação no homem é Deus através do Espirito Santo que atrai, traz compreensão da mensagem do evangelho e o convence a aceitar este evangelho.

De fato, não existe possibilidade de ter certeza da salvação se a pessoa busca salvação através das obras. Por isso a Igreja Romana enfatiza que a igreja como instituição é a portadora da salvação. Para eles, a igreja conduz o homem a salvação. Só se encontra a salvação na instituição igreja, sendo que na verdade ocorre o contrário, somente Cristo nos conduz a salvação e consequentemente ele é o Senhor da igreja.

Outro ponto muito importante é que a igreja do Senhor Jesus está submissa a Escritura Sagrada. Ela é a única revelação de Deus para que o homem possa ter pleno conhecimento de Deus e de como ele pode ser salvo. Não existe outro meio de acontecer uma revelação especial para que alguém possa ter certeza de sua salvação. Somente a Bíblia nos mostra como o homem é salvo e como ele pode ter certeza da salvação (Este tema trataremos em outra artigo no futuro).

Outra doutrina que bombardeou em peso as nossas igrejas no Brasil é o arminianismo. Eles afirmam que, apesar da salvação ser pela fé Deus deu ao homem o livre arbítrio, a livre escolha para que o homem possa decidir se vai ou não se converter. Um outro ponto de vista com relação a salvação é o universalismo, a salvação para todos os homens da terra. Todos serão salvos independente do que fizeram ou deixaram de fazer e quais requisitos para buscar esta salvação foram buscados ou não.

Quanto a doutrina arminiana, a certeza da salvação não pode ser contemplada, por justamente, a salvação depender totalmente do homem. Se ele aceita por um período e depois abandona sua fé em Cristo, não há possibilidade de ter segurança da sua salvação. A partir desta posição doutrinária como pode o homem ter certeza de que está salvo se a aplicação desta salvação depende primariamente de sua decisão? Portanto, o arminianismo nega a certeza da salvação.
Ao contrario dos semi pelagianos e os arminianos, os universalistas enfatizam uma certeza baseada em uma motivação totalmente errada. Encontramos aqui o tipo de pessoa que não é salva e tem em suas convicções universalistas a “certeza” da sua salvação.

Certa vez R. C. Sproul foi aplicar o Evangelismo Explosivo em seu filho ainda pequeno fazendo as seguintes perguntas: Filho, quando você morrer para onde você acha que vai? Ele respondeu que iria para o céu. Sproul fez uma outra pergunta: Mas se você chegasse na porta do céu e Deus lhe perguntasse por que ele deveria deixar você entrar ali o que você responderia? O menino respondeu: porque eu estou morto!

Muitos pensam da mesma forma que este garoto; quando morrer estará no céu porque obviamente ninguém vai e não quer ir para o inferno. Este é o principio da doutrina universalista. Vemos aqui uma falsa certeza alimentando uma falsa motivação; a de não ir para o inferno. Assim, voltamos ao ponto anterior.

Devemos saber que a salvação depende totalmente da iniciativa e ação de Deus em salvar aqueles que Ele quer salvar. O homem depende totalmente da predisposição de Deus em chamá-lo para esta salvação. E nunca podemos afirmar que isto é injustiça de Sua parte, pelo contrário, Deus, ao escolher alguns para serem salvos manifestou a sua graça, misericórdia e amor para com aqueles que escolheram se rebelar contra Ele. Se tem alguém injusto nesta história é o próprio homem que merece pela justiça divina a morte.

Nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, (Efésios 1:11)

E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama) já fora dito a ela: O mais velho será servo do mais moço. Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú. Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum! Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia. (Romanos 8: 11-16)


A motivação que deve alimentar a convicção de que alguém deve ter certeza da salvação é o reconhecimento da misericórdia e a graça de Deus sobre sua vida. Tenho certeza da salvação porque esta graça me alcançou. Jesus já garantiu a minha salvação que é única e nunca se perde. Uma vez salvo, salvo para sempre. Ninguém cai da graça. O Espirito Santo nos selou e somos pra sempre parte do eterno reino de Deus.

Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora. (João 6: 37)

Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Romanos 8: 33-39)



10 July 2007

A NECESSIDADE DE CURA PARA O HOMEM

Uma Análise de Mateus 8: 1-3.




Este texto bíblico me faz lembrar a história do tio Reginaldo. Um jovem que se identifica muito com o leproso deste relato bíblico. Parece até que estou vendo Reginaldo se aproximando de Jesus com suas chagas, tumores, seus trapos e tamanho sofrimento que o perseguia por todo lugar aonde ia.

Tio Reginaldo viveu em um período em que a ADIS era a praga do final do século vinte. Quem tinha ADIS era discriminado, maltratado e abandonado até mesmo pelos seus familiares mais próximos em albergues, hospitais e até mesmo pelas ruas. A sociedade via a AIDS como o castigo que viera para promover a justiça sobre os filhos rebeldes das décadas de 80 e 90. Reginaldo viu muitos de seus amigos da juventude morrer depressivos, abandonados, deixados a sorte pelo destino que os conduziria as trevas e a solidão profunda de suas vidas.

Tio Reginaldo tinha muito medo de sofrer o mesmo destino de seus companheiros, mas esse medo não era suficiente para barrar sua promiscuidade intensa e constante em sua vida. Apesar do temor que o rodeava, achava que nunca iria ter o mesmo fim que muitos de sua geração.

Um belo dia, descobrimos que Reginaldo estava com o vírus da ADIS. Foi como uma bomba sobre as nossas cabeças. Até porque, achávamos que isso nunca aconteceria no meio de nossa família. Enganamo-nos redondamente! Agora Reginaldo teve que conviver com esta “maldição” sobre a sua vida.

Mas a partir daquele momento, a história de Reginaldo mudaria completamente. Vimos a misericórdia de Deus em diversos aspectos. Em primeiro lugar, Reginaldo se converteu a Cristo com profundo arrependimento da vida que levava e com o desejo de servir a Deus pelo resto de vida que lhe permitia ter. Em segundo lugar, todos da família deram carinho, apoio e muito amor a Reginaldo, ao contrário de muitos que eram abandonados nos hospitais, em suas casas e até mesmo expulsos de seus lares. Em terceiro lugar, tio Reginaldo não sofreu com a mesma intensidade e proporção que a doença causava nos portadores dela. Muitos morriam em profunda agonia e sofrimento, ficavam cadavéricos, inclusive vi alguns em seus leitos de morte em pele e osso apenas.

Assim como Deus foi tão gracioso e misericordioso com Reginaldo, Deus também foi gracioso com o leproso neste relato de Mateus 8: 1-3. Jesus, ao terminar o seu sermão no monte das Oliveiras foi para Cafarnaum. No meio do caminho, foi interrompido pelo clamor de um leproso que com muita ousadia expressou sua admiração por Jesus e o seu poder de curar enfermos de qualquer espécie. Neste episódio, encontramos algumas lições sobre a necessidade de cura na vida do ser humano.


1ª LIÇÃO: LEPRA X PECADO – DO QUE O HOMEM PRECISA SER CURADO

A primeira lição é que o homem precisa ser curado de uma terrível doença que o leva a morte eterna: o pecado. A lepra era uma doença terrível tanto quanto a AIDS para o nosso tempo. Quem adquiria esta doença começava a perder a sensibilidade do corpo. A lepra logo se espalhava e começava surgir grandes tumores por todo o corpo, alguns destes tumores se abriam e se tornavam enormes feridas que provocavam intensas dores e sofrimento. Muitas destas feridas expeliam pus com um cheiro terrível.

No Antigo Testamento, especificamente em Leviticos 13 e 14 e em Números 12, encontramos uma comparação entre esta doença e o pecado. Quem tinha lepra naquela época não podia viver na mesma casa que outros de sua família, não poderia ficar na mesma cidade que seus compatriotas. O leproso era considerado um imundo e tinha que morar fora dos muros de sua cidade.

Nos tempos de Jesus, o local onde estes leprosos moravam era chamado de Vale dos Leprosos. Estes lugares ficavam muito longe das cidades. Provavelmente quando Jesus foi pregar no monte das Oliveiras, entre toda aquela multidão de pessoas, tinham também muitos doentes e até mesmo leprosos que ouviam os ensinamentos maravilhosos de Jesus. Talvez este leproso se encontrasse lá, mesmo que distante das pessoas ele ouvia o que Jesus ensinava.

O pecado é como a lepra. Ela tira a sensibilidade do homem em permitir que a sua consciência venha rejeitar o que não agrada a Deus. O pecado é uma praga que se propaga por toda parte. Todos pecaram, todos foram contaminados pelo vírus do pecado e o pecado provoca grandes sofrimentos e dores. A pessoa começa a caminhar lentamente para o seu destino: a morte.

O homem precisa urgentemente ser curado desta doença mais terrível que a própria AIDS, mais desoladora que o câncer, mais traumática que o vírus ebola e outras epidemias que matam pessoas por todo o mundo. Mais do que a própria doença física, o homem precisa se libertar do vírus do pecado. Todos os seres humanos precisam ser purificados das chagas do pecado em suas vidas.


2ª LIÇÃO: COMO DEUS CURA O HOMEM DO ESTADO DE PECADO

Temos uma boa noticia. Existe uma cura para esta terrível doença: Jesus Cristo. Nos versos dois e três, o leproso vai ao encontro de Jesus. No verso um, o texto diz que Jesus estava cercado de muita gente, pessoas que queriam ouvir mais sobre o que Jesus ensinara no monte das Oliveiras, muitas pessoas que elogiavam a doutrina do Mestre e os discípulos que possivelmente, o apressava para chegar logo em Cafarnaum.

Todas estas coisas era empecilho para que Jesus não se aproximasse do leproso. E para piorar a situação, nenhum judeu poderia se aproximar daquele que era considerado a escória da humanidade, nem mesmo o mestre poderia se aproximar de um leproso se não, seria considerado imundo segundo as leis de Moisés.

De forma inesperada e surpreendente, Jesus atende ao chamado daquele homem. Jesus quebra um grande paradigma. Como um grande mestre poderia se aproximar de um leproso? Como ele pode dar atenção a um condenado e perdido?

Mas é para isto mesmo que Jesus veio. Para curar e salvar o que se encontra perdido e imundo. Jesus não veio para os sãos, mas veio para os doentes, veio para curar e não para fazer horinha com a nossa cara. A pergunta que deveria ser feita era: Como pode, o próprio Deus, Santo, puro e justo descer de sua majestade e glória para se aproximar de nós, miseráveis e leprosos do universo?

Jesus mostra com a sua atitude de curar aquele leproso que ele veio para estes miseráveis e doentes. Ninguém quer nos salvar e ninguém tem condições para isto. Mas Jesus é o único que pode limpar o homem deste vírus mortal que se espalhou por toda a raça humana e contaminou a todos os que se encontram na terra, porque todos pecaram e destituídos, separados e distantes estão da glória de Deus.

O próprio Jesus afirma: Eu quero te curar, eu quero te limpar, e quero te purificar da imundície do pecado. Eu quero te libertar da opressão do pecado. Jesus está a porta e bate para entrar e te curar e tirar você do leito de morte eterna onde você está deitado esperando que ela venha te consumir por completo.

3ª LIÇÃO: COMO O HOMEM DEVE BUSCAR A CURA DA DOENÇA DO PECADO

Desta forma, sabemos que existe a cura para o pecado. Esta cura é Jesus. Porém existe uma participação da parte do homem em buscar esta cura. Veja no verso dois que o leproso se aproximou de Jesus e adorando-o disse: Senhor, se tu quiseres, tu podes me curar desta doença. Encontramos aqui um homem que tinha tudo para perder suas esperanças na busca desta cura. Mas ele foi até Jesus e reconheceu que Jesus era a sua única saída.

O que precisa ser feito é tomar a decisão de se aproximar de Jesus e desejar ser curado por ele. Todos que querem ser curados desta doença fatal precisam buscar o remédio, precisam tomar este remédio.

Um outro fator que precisa ser considerado neste versículo é a submissão e o reconhecimento deste leproso em que somente quem pode curá-lo é Jesus. Somente Deus pode realizar a obra da salvação, é Deus através de sua soberana graça e misericórdia. Ele mesmo diz: ...se tu quiseres tu podes me curar. O homem não pode ter participação na salvação de sua alma se Deus não motivá-lo para isto. O homem depende totalmente da ação soberana de Deus para ser salvo desta doença.

Dentro deste processo, este leproso também teve fé. Fé é um elemento que nos faz ter convicção plena de que o pecado é uma doença que, apesar de não a vermos, ela existe e destrói o homem até a morte. Também é a convicção de que existe uma cura para o pecado. Assim, esta convicção se completa quando o pecador aceita Jesus como sua cura para se libertar e para que a cura se concretize o pecador deve aceitar Jesus como seu único remédio, como seu único salvador.

Tio Reginaldo e este leproso são uma das testemunhas que a história nos proporciona para lembrarmos de que Jesus é o antídoto para a cura da doença mais terrível que a humanidade foi contaminada; o pecado. Creio que a própria lepra no mundo antigo e a AIDS no século vinte apenas representam uma grande lição de que o pecado nos conduz ao caminho da morte. A AIDS e a Lepra conduzem o homem a morte física, mas o pecado conduz o homem a morte eterna.

Que Deus venha derramar da sua graça e misericórdia sobre muitos que precisam ser curados desta terrível doença: o pecado.
Amém.

Para Pensar e Responder:

O que você pode dizer sobre o que vem a ser pecado segundo o que o artigo diz?

Segundo Gênesis capitulo três, como o pecado entrou no mundo?

Qual o antídoto para esta terrível doença que é o pecado?

Como podemos buscar a cura para esta terrível doença segundo o que o texto coloca?

De quem depende todo o processo da cura desta doença mortal segundo o que este artigo diz?

Se você já foi curado desta terrível doença, escreva em poucas palavra como isto aconteceu.(descreva o seu testemunho de decisão para seguir a Cristo):

Se você ainda não está no processo deste tratamento para ser curado do pecado, você deseja receber Jesus Cristo como cura para sua vida?

Sim( ) Não( )

07 July 2007

O QUE CONSISTE NASCER DE NOVO



Quando eu era menino, o que mais me chamava a atenção era como surgia a vida humana. Esta indagação ficou mais forte em minha mente quando soube que teria um irmão para me fazer companhia. Eu tinha cinco anos de idade nesta época.

As minhas convicções sobre o surgimento da vida eram de que o nascimento do ser humano se dava por causa de uma fada madrinha que, com sua vara mágica vinha em uma noite no quarto de minha mãe e misteriosamente, introduzia o neném em sua barriga. A minha pergunta era qual o formato que este bebê tinha ao entrar dentro da barriga dela. Certa vez minha mãe me respondeu que era um pequeno ovo que tinha em sua barriga e ali o neném se formava até que chegasse o tempo certo para a sua vindda ao mundo. Tudo para explicar que na verdade a mulher tinha óvulos que formavam o feto durante nove meses até seu nascimento. Entendi tudo ao contrário. Comecei a achar que a fada madrinha colocava um ovo dentro da barriga das mulheres igual os ovos da galinha.

A minha imaginação quando criança era tão fértil que, as minhas convicções sobre a existência humana se davam de uma forma muito mística e do jeito que eu achava que tinha que ser. E de fato, eu acreditava piamente na minha crença em que o mundo fantástico da imaginação infantil me permitia viajar.

Um tempo depois, no nascimento de minha irmã caçula é que fiquei sabendo como a vida humana surgia. Levei um grande susto e ao mesmo tempo achei tudo tão sem graça e confuso demais para tentar entender e compreender o que meu pai me explicava. Estava decepcionado com o que tinha ouvido dele e todo o encanto de minha crença tinha caído por terra.

Esta parte da minha infância lembra muito a reação de Nicodemos ao saber que o homem deveria nascer de novo para ver o Reino de Deus. Ele ficou confuso e provavelmente um pouco decepcionado com o que tinha ouvido da parte de Jesus. Justamente porque suas convicções sobre o Reino de Deus eram como de uma criança que acredita na cegonha que leva o bebê até sua mãe no meio da noite.

Nicodemos visualizava o Reino de Deus em uma perspectiva mais mística, moral e religiosa demais. Provavelmente pensasse que o reino de Deus seria literalmente um sistema de governo implantado no meio de seu povo para evidenciarem externamente este reino sendo que, na verdade, este reino é invisível e se manifesta no coração, na mente e nas atitudes do ser humano.

O que atraiu Nicodemos para um encontro com Jesus Cristo foram os seus ensinamentos maravilhosos e ao mesmo tempo polêmicos demais para um fariseu compreender e aceitar. Os sinais e milagres que Jesus realizava eram outros atrativos muito fortes. O próprio Nicodemos afirma: Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele (João 3: 2).


O que me deixa intrigado na reação de Nicodemos ao ouvir de Jesus que ele deveria nascer de novo, é a posição docente e religiosa que ele ocupava. Nicodemos era um grande conhecedor das escrituras sagradas e das leis de Deus na Torá, era chamado de Doutor da Lei e fazia parte do mais alto tribunal religioso e civil da nasção judaica: o Sinédrio. Um homem extremamente culto e que demonstrava um certo equilíbrio em suas idéias e pensamentos. Se Nicodemos não tivesse este currículo, provavelmente não daríamos importância ao acontecimento registrado por João. E até mesmo, talvez , o próprio João não registrasse este encontro de Jesus com Nicodemos.

De qualquer forma, a indagação de Nicodemos é importante e é a de muitos hoje. Talvez você esteja se perguntando: O que vem a ser nascer de novo? O que Jesus quis dizer com está afirmação?

Em primeiro lugar, nascer de novo é ser transformado por Deus para um novo estilo de vida. O texto diz: Quem não nascer da água e do Espírito não pode ver o reino de Deus (João 3: 5). Este texto foca dois elementos fundamentais para que esta transformação possa acontecer na vida do homem: a água e o Espírito.

Esta transformação de vida consiste em ser limpo de suas impurezas e imundícies. A água é o elemento que tem esta função. A água representa a pureza. Com a água podemos limpar o nosso corpo da sujeira. A água também representa a vida. Sem a água não podemos sobreviver.

Para pertencermos ao reino de Deus o homem deve ser purificado de seu estado de morte para agora viver um novo estilo de vida. A regeneração é o ato de Deus dar esta nova vida ao homem. Quem não passar por esta purificação não pode ver o reino de Deus. Quem não beber desta água que Jesus dá não poderá viver novamente.

Muitas pessoas se encontram da mesma forma que Nicodemos. São atraídos pelos ensinamentos éticos e morais da Bíblia. Ficam maravilhados com os princípios ensinados por Jesus nas escrituras e acham que estes princípios éticos e morais são suficientes para ingressarem no reino de Deus. Elas não podem esquecer que não são os conceitos éticos e morais da Bíblia que as salvam da condenação eterna, mas este novo nascimento se dá por completo quando elas mudam o seu estilo de vida.

Jesus disse que quem não renunciar pai, mãe, família, trabalho, dinheiro, fama, sucesso, amigos, amores e prazeres passageiros não pode ser seu discípulo. O Apóstolo João diz que quem ama o mundo o amor do Pai não está nele (1João 2: 15)

Quantas pessoas também são atraídas pelos sinais miraculosos e acham que isto também é suficiente para salvá-las das trevas e pertencerem ao reino de Deus. Estão redondamente enganadas. Estas pessoas só conseguem produzir uma fé muito artificial e frágil demais para suportar os desafios da verdadeira fé em Cristo. Para que o novo nascimento possa acontecer por completo na vida do homem, estas pessoas devem aceitar o estilo de vida proposto pelo Senhor destes sinais e milagres. O objetivo de ser cristão não é essencialmente receber, mas é doar o que tenho de melhor a Jesus.



A transformação de vida também consiste em ser totalmente condicionado a viver o que o Espirito de Deus nos direciona a realizar. O Espirito Santo é o segundo elemento citado neste processo de transformação que é o novo nascimento. O realizador desta transformação na vida do homem deve ser aquele que também controla a nossa vida por completo para obedecermos a vontade de Deus.

Não podemos esquecer que somos seres espirituais. Muitos fazem separação do espirito com o corpo. As coisas da alma são tratadas separadamente das coisas do corpo. No domingo, deve-se cuidar da alma. De segunda a sexta, deve-se cuidar apenas do corpo. No dia do Senhor nos tornamos seres superiores e extraterrestres que entram em "transes celestiais" para satisfazerem o seu emocional. Depois, no decorrer da semana voltamos a ser pessoas normais como se uma magia tomasse conta de nós por um instante e depois esta magia se retirasse de nós depois deste "transe dominical".

A Bíblia não faz nenhuma separação entre estes dois elementos que essencialmente formam o ser humano. A alma e o corpo estão entrelaçados entre si. O que o corpo sente a alma também sente. O que a alma expressa o corpo também demonstra de maneira externa.

Deus quer o todo e não apenas um pedaço de nós. Devemos apresentar tudo o que temos e o que somos a Deus (Romanos 12: 1). A transformação de vida consiste em uma entrega total a ação do Espirito Santo. Devemos ser cristãos tanto no domingo como nos outros dias da semana. Não devemos esquecer que é o Espirito de Deus quem nos move para tudo. Para orar, para obedecer aos propósitos de Deus, para adoração, para o arrependimento de pecados e para o serviço no reino de Deus. Como o próprio Jesus disse: O que é nascido da carne é da carne; e o que é nascido do Espírito é espírito... O Vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito (João 3: 6, 8).

Em segundo lugar, nascer de novo consiste em compreender e aceitar Jesus Cristo com Senhor de sua vida. O texto diz: Então, lhe perguntou Nicodemos: Como pode suceder isto? Acudiu Jesus: Tu és mestre em Israel e não compreendes estas coisas? Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que temos visto; contudo, não aceitais o nosso testemunho. Se, tratando de coisas terrenas, não me credes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, a saber, o Filho do Homem que está no céu. E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna (João 3: 9-15).

A transformação que leva a mudança no estilo de vida só acontece se o homem compreender e aceitar o Senhor que promove esta transformação. Muitos querem mudar de vida sem passar pela porta principal desta mudança que é Cristo. Não existe esta possibilidade. Não tem como abandonar o pecado se não for por Jesus Cristo. Ninguém vai ao Pai se não for por Jesus Cristo (João 14: 6)

Nicodemos precisava compreender que a vida de religiosidade que ele levava não era suficiente para regenerá-lo e salvá-lo da condenação eterna. O próprio Deus estava ali explicando e falando a Nicodemos o que era viver o reino de Deus. Mas se o próprio Deus falava e ele não entendia que dirá falar das coisas espirituais mais profundas sobre Deus e o seu reino. É a mesma coisa que ensinar equação de segundo grau a uma criança que ainda não sabe identificar os números.

Nós precisamos entender que O Pai revelou o seu reino a nós através de seu filho que veio até aos homens para anunciar este reino e que, o Filho de Deus nos chama para fazermos parte deste reino que é eterno e imensurável. De tudo isto, o que Deus quer é que, “o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna” (João 3: 15).

Basicamente este é o conceito claro e correto sobre o que consiste o novo nascimento que Jesus ensina em João 3: 1-15. Com tantos pensamentos e idéias sobre este tema esta é a mensagem que Jesus quis ensinar a Nicodemos e a muitos que precisam nascer de novo. Precisam ser transformados por Deus, precisam mudar de vida radicalmente, precisam aceitar o Autor deste novo nascimento. Aceitar e mudar. Estas são as duas palavras chaves que você deve pensar para tomar uma posição em sua vida. Quem não nascer de novo não pode ver o reino de Deus, quem não compreender e aceitar a Cristo como Senhor de sua vida e não mudar seu estilo de vida não poderá fazer parte do reino de Deus.


Para você pensar e responder:

1. Qual o conceito que você tinha sobre o novo nascimento?

2. Depois de ler o texto de João 3: 1-15 e este artigo sobre o novo nascimento, qual a sua conclusão sobre o este tema?

3. De que forma o novo nascimento acontece na vida do homem?

4. De acordo com o artigo acima, explique o que é ser transformado por Deus para viver um novo estilo de vida?

5. Quais atitudes você teve que mudar para viver um novo estilo de vida com Jesus?

6. De acordo com o artigo acima, de que forma podemos compreender Deus e aceità-lo como Senhor de nossa vida?

7. Quais atitudes você precisa mudar em sua caminhada com Deus?



13 June 2007

POR QUE VOCÊ É CRISTÃO ?


Imagine se alguém fizesse esta pergunta para você. O que você responderia? Você deve levar em conta que a sua resposta pode influenciar a opinião desta pessoa quanto o que significa ser um Cristão. Quero chamar a sua atenção, não pelo fato de convencer alguém pelos seus argumenos filosóficos ou pelos seus conhecimentos teológicos e científicos, mas o que pesa é a sua convicção em ser cristão.


Devemos refletir com mais seriadade e responsabilidade diante desta pergunta que nos é feita todos os dias quando as pessoas nos observam e cobram dos cristãos uma posição quanto ao que cremos e confessamos como regra de fé, ou sejá, o que pesa em minha resposta quanto a esta pergunta é o meu testemunho perante a sociedade. Esta pergunta também dá margem para refletir-mos sobre como a igreja do Senhor Jesus Cristo tem influenciado as pessoas em nossa volta. temos em Atos 2. 42-47 o modelo de igreja que devemos ser, mas será que temos sido modelo para as pessoas se satisfazerem de nossos testemunhos como resposta?


Vejo uma igreja medrosa e insatisfeita consigo mesmo, semelhante ao povo de Israel no deserto reclamando do maná que Deus providenciava e desejavam as comidas impuras de outros povos pagãos que eram oferecidos a outros deuses. A igreja de hoje parece desejar que as comidas impuras oferecidas a outros deuses entrem nos nossos cultos e liturgias.


O que Deus deseja de nós como cristãos é termos convicção no que cremos e praticamos. É necessário conhecer o qu professamos crer e viver o que aceitamos como verdade para nossa vida. ser cristão é pensar e refletir todos os dias sobre o porque sou cristão e qual é o objetivo que tenho em servir a Jesus Cristo como meu mestre.

09 November 2006

REFORMA PROTESTANTE PARA O SEC. XXI URGENTE !!!

Rogério Bernini Junior
Do jeito que as coisas estão indo nesta geração de cristãos, precisamos urgentemente de uma segunda e grande reforma protestante. Que seja esta reforma não apenas um protesto de cunho doutrinário e teórico, mas que junto com a teologia venha também a prática dela. Que seja esta segunda reforma o protesto contra o atual protestantismo legalista e falso (não falo de instituição ou denominação, mas do exercício diário das doutrinas da reforma que foram destorcidas ao longo do tempo).

Tenho alguns anseios quanto a vinda desta segunda reforma que precisa acontecer. Primeiro que esta reforma seja o resgate dos valores absolutos e da verdade única. Hoje, não mais se fala ou prega sobre pecado em nossas igrejas, o assunto é mais tratado como um problema de culpa psicológica que está impregnado na mente das pessoas sendo que na verdade, eles afirmam que o pecado e até mesmo a culpa não existem como a Bíblia fala. O referencial da pessoa de Cristo foi distorcido tornando-se uma figura completamente mística ou humana demais aos olhos de um grande número de pessoas. A Bíblia se tornou um manual de conceitos filosóficos e teológicos, mas não passam de meros conceitos sem nenhuma reflexão prática e real na vida do ser humano. O Espírito Santo foi transformado em um fantasma que passeia pelos nossos assustadores templos de vitrais coloridos.

Em segundo lugar, que esta reforma seja o resgate da sensibilidade de ouvir a voz de Deus, de sofrer junto com o próximo, que seja o amolecer dos corações endurecidos pela incredulidade secularista do séc. XXI. Que esta reforma venha provocar impacto e choque de alta tensão quanto a nossa cruel realidade espiritual que influencia o social, a economia, a história, e a vida de modo geral; que os cristãos voltem a chorar e clamar a Deus por misericórdia e compaixão pelos caídos e escravizados pelos valores confusos e contraditórios do mundo. Que possamos cuidar uns dos outros. Que haja reconhecimento da nossa decadência moral e que isto se transforme em arrependimento sincero. Que haja perdão e amor incondicional.

Em terceiro lugar, que esta reforma venha nos trazer crescimento espiritual. Que os crentes possam ter seus pés no chão e que compreendam e aceitem o processo deste crescimento que não é automático, mas progressivo. Que esta maturidade nos leve a busca de um relacionamento cada vez mais íntimo e sincero com Deus. Se quando cairmos em tentações e cedermos às nossas fraquezas, que posssamos ser maduros o suficiente para termos humildade de pedir socorro ao Deus que tem poder suficiente e eficaz para nos perdoar e nos restaurar.
A Igreja reformada sempre deve passar por uma reforma !!!


Rogério Bernini Junior é membro da Igreja Presbiteriana de Porto Velho, bacharelando em teologia pelo Seminário Presbiteriano Brasil central - extensão Rondônia e atual na area pastoral da 1º Igreja presbiteriana de Ji-Paraná

28 October 2006

MILAGRES: É VERDADE OU MERA ILUSÃO?

Você crê em milagres? O que podemos saber sobre este assunto que é tão polêmico nos dias de hoje, mas que ainda temos muitas dúvidas que não são esclarecidas de forma objetiva e convincente? Bem, primeiro não quero dizer que temos respostas para tudo, mas me incomodo com o fato de não tocarmos muito neste assunto e por isto tenho como objetivo refletir a luz da Bíblia o que podemos saber sobre os milagres.

Os milagres são acontecimentos sobrenaturais. Podemos dizer que estes eventos sobrenaturais não podem ser produzidos e provados pela natureza apesar da natureza ser o meio pela qual ocorra estes eventos. Mas como podemos fazer esta afirmação a luz da Bíblia? Os eventos miraculosos registrados na Bíblia são prova disto. Um exemplo claro é o mar vermelho ter sido aberto para o povo de Israel passar. Muitos cientistas e outras pessoas afirmam que não pode ser exatamente aquilo até porque o nivel da agua baixa até o tornozelo em determinadas épocas do ano. Então isto não pode ser considerado um milagre porque milagres são eventos não produzidos pela natureza e que vão contrário aos eventos naturais de toda a criação. E o que me diz do exército de Faraó se afogar com o nível da agua até o tornozelo.
Biblicamente, podemos dizer que milagre é uma ação extraordinária da parte de Deus em realizar seus feitos que não são para nós comum ou rotineiro. O fato de ser extraordinário, não altera em nada a soberania de Deus diante do seus planos eternos e de seu governo sobre todas as coisas e sobre todos os seres na história. Deus, em sua soberania, realiza seus milagres afim de confirmar os seus planos já traçados por Ele mesmo, inclusive os milagres. Mas já que falamos em propósitos, então qual o propósito de Deus realizar milagres?
No Texto de João 2. 1 - 11 encontramos a passagem que relata o primeiro milagre realizado por Jesus. Neste texto encontramos algumas lições claras que nos respondem esta pergunta. Primeiro, precisamos entender o que acontece ali. Jesus junto com sua mãe Maria e os discipulos foram convidados para uma festa de casamento e assim foram. Em determinado momento o vinho da festa acabou e neste episódio Jesus transforma a agua em vinho.
Se nos atentarmos para alguns versiculos perceberemos ali alguns principios básicos quanto ao propósito de Deus realizar milagres. No verso 11 temos uma primeira resposta a esta pergunta. Diz joão que Jesus fez tudo aquilo com intensão de manifestar a sua glória. Deus realiza seus milagres para revelar o seu poder e manifestar a sua glória. Aqueles que são envolvidos ou participam de uma ação sobrenatural de Deus não devem se orgulhar de tais acontecimentos como se fosse ele o autor de tal prodígio, mas deve reconhecer que Deus é poderoso e que Ele deve ser adorado e glorificado por isto.
Em segundo lugar, quando João diz que Jesus manifestou a sua glória não é somente para mostrar o seu imenso poder, mas tudo aquilo tem um objetivo central e lógico. Através daquele milagre e de muitos outros Jesus se revela como Deus entre os homens. Jesus é ponto ápice da revelação especial de Deus ao homem. Em Jesus se completa tudo o que Deus precisava revelar ao homem sobre quem é Ele e o que ele deseja de suas criaturas humanas e pensantes. Em resposta ao objetivo de Jesus ter realizado os milagres os discipulos corresponderam com sua espectativa. Eles creram que Jesus era verdadeiramente o Messias enviado para a salvação de seus escolhidos.
Em terceiro lugar, os milagres realizados por Deus confirmam e atestam a revelação dada ao homem para que este conheceste o seu criador. No processo de sua revelação especial, Deus fala ao homem de diversas maneiras sobrenaturais. Quando Moises recebe as tábuas das leis de Deus para o povo obedecer, temos ali um acontecimento sobreantural e ao mesmo tempo uma evidência clara de que Deus estava dando a sua revelação especial.
Os Dez Mandamentos dados por Deus ao povo de Israel através de Moises, não são simples regras ou leis locais, mas são as leis morais que se aplica ao homem no seu sentido universal. Através dos profetas, Deus revela a sua mensagem ao seu povo seja para exortar e denunciar o pecado como também para anunciar a vinda do Messias como salvador. Veja que em todo o processo da revelação de Deus ao homem sempre foca o ponto ápice desta revelação; Jesus Cristo. E o próprio Cristo ao realizar milagres comprova, confirma e completa toda a revelação de Deus ao homem no que é suficiente para o conhecimento de Deus e de sua vontade.
Devemos tirar algumas lições quanto a realização daquele milagre nas bodas de Caná da Galileia. Primeiro, veja que Maria aflige Jesus com o fato do vinho ter acabado. O vinho, sendo uma bebida que fazia parte da cultura dos judeus, representava a alegria. Se o vinho acabasse em uma festa, não havia sentido de comemorar alguma coisa. Em muitos corações falta a alegria de viver. Existe um vazio muito grande em muitas pessoas. tentam preencher este vazio em diversas fugas emocionais, em drogas, vícios, festas noturnas e em diversas práticas religiosas que produz mais dúvidas e tristezas em seus corações.
Jesus veio para realizar o maior milagre que se pode ouvir e presenciar; a transformação de vida. Tranformação de mentalidade, de estilo de vida e mais do que isto, mudança no caráter do homem. Este sim, é o maior milagre que Jesus pode fazer. E é para isto que ele veio ao mundo.
Uma segunda lição, podemos perceber no momento em que Jesus exorta sua mãe Maria dizendo: "Não é chegado a minha hora". Devemos entender que os milagres e eventos sobrenaturais são realizados no tempo de Deus e não no nosso tempo. Temos aqui um grande problema porque muitos acham que determinados milagres tem que acontecer no tempo determinado por nós. Esta ideia não está certa. Deus realiza os seus feitos no seu tempo determinado. O tempo de Deus não é o nosso tempo.
A terceira e ultima lição, podemos encontrar no verso em que Maria ordena aos servos da festa para obedecer a tudo o que Jesus os mandasse fazer. Deus realiza os seus feitos da maneira como Ele quer e não do nosso jeito. Os católicos defendem a mediação de Maria a partir deste texto e especificamento neste verso. Maria não mediou nada, mas ela mesma reconhece a sua submissão a Deus através de Jesus ao dizer aquelas palavras aos servos da festa.
Devemos ser submissos a vontade de Deus. Se Ele deseja realizar ou não realizar milagres é uma prerrogativa absoluta Dele. E se Ele deseja fazer tais milagres do seu jeito é porque Deus tem os seus designos mediante a sua vontade soberana em conduzir tais eventos. o que devemos fazer é ser obediantes e submissos a sua vontade. Deus está no controle de todas as coisas e de nossa história.
Creia neste Deus de Milagres. Ele ainda continua realizando grenades milagres em nossa vida, mesmo quando não notamos ou percebemos.

08 October 2006

O QUE PODEMOS ENTENDER, A LUZ DA BÍBLIA SOBRE A TENTAÇÃO



Ser tentado pelo diabo e resitir-lo é muito dificil e sofrido. A tentação é um dos momentos mais doloridos que passamos em nossa caminhada de vida com Deus. Somos levados a questioná-Lo por permitir tal situação que por diversas vezes não resistimos e caimos em pecado.
Mas, pelo exemplo do próprio Cristo que venceu as tentações que sofreu, devemos confiar no que as Escrituras nos diz com respeito a esta situação. Paulo escreve em sua carta, a Igreja de Corinto que as provações e as tentações que ali passavam não era mais do que podiam suportar, assim, deveriam se apegar no exemplo de Cristo que sofrendo e exposto aos perigos e tentações obedeceu ao seu Pai e venceu todas as tribulações.
No texto de Mateus 4. 1-11 temos este episódio que mostra claramente o que Jesus sofreu. Analisando este texto temos uma riqueza de conteudo do que se pode aprender sobre este assunto que é muito importante para os dias atuais onde cada vez mais estamos expostos a diversos perigos seja por meio da mídia, nas praças de nossas cidades, nas bancas de jornais e revistas, na Enternet, nos relacionamentos seja com amigos e familiares, em propagandas e comerciais, em livros de diversos assuntos, etc.
Primeiro, vamos entender o que significa ser tentado. O Novo Testamento escrito na lingua grega, usa a mesma palavra para expressão ser tentado ou passar por tentação. Assim, em Mateus 1. 1 e em Tiago 1. 2 e 1. 12 e 14 a palavra perastenai é a mesma em todos estes textos. Desta forma, o significado de tentação é ser posto a prova, ser testado, passar por um teste.
Olhando para o verso um de Mateus 4, Jesus é conduzido pelo Espírito ao deseto para ser tentato pelo diabo. Neste ponto temos algumas verdades importantes para tirar. Primeiro, é que, o Espírito conduziu Jesus ao teste. Deus também nos conduz aos testes as provações, as tentações. Neste sentido, Ele nos permite passar por situações de sofrimento, de sombras, de morte para que possamos ser moldados e testados quanto a nossa fidelidade à ele.
Desta forma, não podemos afirmar que Deus nos tenta porque não é Ele o nossa acusador ou caluniador, mas é o diabo quem diretamente nos ataca com suas artimanhas terriveis e repugnantes para nos derrubar e nos fazer pecar. Lembre-se do que diz na continuação do verso um de Mateus: O Espírito consuz Jesus para ser tentado, provocado, enganado, pelo diabo. Deus permite as provações, mas Ele não nos tenta. Tiago escrevendo a igreja de sua época afirma: Ninguém ao ser tentado, diga: sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo não tenta a ninguém (Tiago 1. 13).
Em segundo lugar, devemos entender que, quando somos tentados, somos estimulados a desejar o pecado que nos é oferecido. Em determinadas circunstancias de provação em nossas vidas, quantas vezes queremos satisfazer os nossos desejos carnais. Neste caso o homem é passivo de cair em tentação e nem sempre ele vai vencer estas tentações. Tiago também disse: Ao contrario, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz (Tiago 1. 14).
Mas, mesmo em determinados momentos que não resistimos as tentações e pecamos, a obra redentora de Cristo é suficiente para nos perdoar e renovar as nossas forças para continuar a resistir as tentações. Fico pensado na seguinte situação: Se Jesus tivesse caido em tentação o seu sacrificio não seria suficiente e válido para nos livrar das garras de satanás. Por isto, Jesus venceu e provou que ele era suficiente para nos resgatar da escravidão de satanás.
Eu creio que o primeiro passo que devemos tomar para enfrentar este fato evidente de ser passivo a tentação é reconhecer que, nós também, somos passivos de cair e que precisamos da misericórdia de Deus em nossa vida. Somente em Cristo é que podemos caminhar para a maturidade cristã que é citado por Tiago quando ele diz que a provação tem o efeito de gerar nos cristãos a perseverança e a perfeição. Esta perfeição não significa nunca mais cair em pecado, mas é estar no processo de santidade e ser conduzido a maturidade.
O grande perigo de muitos crentes hoje é achar que, a tentação que "João" caiu nunca vai acontecer comigo. Outros falam que determinado tipo de pecado nunca vão cometer. Este pensamento é totalmente errado e falso. Mesmo sendo filhos de Deus ainda estamos expostos ao pecado.
Neste primeiro ponto que vemos neste estudo é que a tentação é um meio pela qual, Deus nos prova com o objetivo de testar a nossa fidelidade nele, mas também de moldar o nosso carater segundo o seu próprio carater santo. Aprendemos também que Jesus ao ser tentado venceu e resistiu ao diabo para nos mostrar que o seu sacrifício é válido para nos resgatar do dominio do pecado e de satanás, sendo que, em Cristo podemos vencer as tentações. E, em ultimo lugar devemos reconhecer que somos passivo de pecar e que nem sempre vamos resistir, mas devemos reconhecer a misericórida de Deus em nós para perdão de nossos pecados e buscar em Deus, forças para vencer as tentações que nos aparecem.
Em breve teremos a continuação deste Estudo sobre a Tentação
Rogério Bernini Junior: é membro da Primeira Igreja Presbiteriana de Porto Velho, é bacharelando em teologia pelo Seminário Presbiteriano Brasil Central - extensão Ji-Paraná e trabalha na área pastoral como estagiário na Primeira Igreja Presbiteriana de Ji-Paraná.